Lara's dreaming

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Sou uma mulher transexual de Lisboa, Portugal, onde nasci e cresci. Neste espaço poderá encontrar pensamentos, reflexões e comentários inerentes à minha vida como mulher trans. Seja benvind@ ao meu cantinho.

quinta-feira, abril 11, 2013


“GISBERTA” – De 01 a 31 de Maio - De quinta a segunda-feira.
Sessões: 18h15 - 18h45 - 19h15 - 19h45 - 20h15
TEATRO RÁPIDO
Rua Serpa Pinto, 14 – Chiado
Tel.: 213 479 138 / 910 228 353

Rita Ribeiro estará em cena com a peça “GISBERTA”, que terá a sua estreia no próximo dia 01 de Maio, no Teatro Rápido, um espaço inaugurado há um ano no Chiado, com um conceito inovador e já reconhecido pelo público e imprensa especializada (recebeu no princípio deste ano o prémio “Novidade 2012” atribuído pela revista Time Out).

Pela primeira vez em sua carreira, Rita Ribeiro estará a interpretar um monólogo. A história real de uma mãe que perdeu o "seu menino", brutalmente assassinado por 14 adolescentes, no ano de 2006, na cidade do Porto. Gisberta era uma transexual que sofreu todo o tipo de preconceito e acabou por ser morta após três dias consecutivos de uma violência física e moral sem precedentes em Portugal.

“GISBERTA” obedece ao conceito das peças apresentadas no Teatro Rápido: Duração de 15 minutos, sendo apresentada em 5 sessões diárias de quinta a segunda-feira. Segue ainda o conceito criado de serem espetáculos com temas que se alteram mensalmente. “GISBERTA” insere-se no tema do mês de Maio: “Mater”.

Segue release e algumas imagens promocionais do espetáculo e informamos que a atriz Rita Ribeiro está totalmente disponível para o agendamento de entrevistas. Poderão fazê-lo através deste endereço de correio eletrónico ou do contacto telefónico 966.658.482 / 938.639.582

Sinopse:
"GISBERTA"

Angelina é a mãe da transexual Gisberta que foi morta barbaramente no ano de 2006, na cidade do Porto, vítima da violência de 14 jovens internos de uma instituição católica. Durante a peça Angelina vai relatar a um jornalista fatos da vida do “seu menino”, desde a infância até o momento em que parte do Brasil em busca do seu direito de ser vista e respeitada como mulher. Angelina fala da sua dificuldade em aceitar a identidade de género do filho e das várias tentativas de o dissuadir, ainda na infância, a não seguir um caminho por ela e por muitos considerado “anti-natura”; da violência e do abandono familiar; da saudade; da culpa; do arrependimento... Mas no discurso de Angelina, por um lado delator da sua deceção, vergonha e ignorância, há uma ternura que revela o amor incomensurável desta mãe pelo seu filho. Um sentimento que se mistura à revolta contra àqueles que mataram o “seu menino”, e a uma subsequente negação à Deus. Angelina também assumirá a sua parcela de culpa por nunca ter sido capaz de realizar o desejo mais fulcral do "seu menino": ser tratada por Gisberta.


Ficha Técnica:
Texto e Encenação: Eduardo Gaspar
Interpretação: Rita Ribeiro
Direção de Produção: Célia Caeiro
Música Original: Marcelo Pellegrini
Figurino: Dino Alves
Maquilhagem: Cauê dos Santos
Criação Gráfica e Fotografias: Inês Torres da Silva
Vídeo: Daniel Amaro
Interpretação em vídeo de Gisberta: Lara Crespo

Apoio e consultoria de Grupo Transexual Portugal